22 de jun. de 2009

Campanha Country da Brahma

O novo filme da Brahma com cenas de rodeio e narrativa de um campeão desse segmento me chocou muito. Não consigo entender o que faz a maior empresa privada de bens de consumo do Brasil e maior cervejaria da América Latina, Ambev, seguir para esse tipo de campanha voltada para um público pequeno, sem expressão no mercado.
Veja comigo que campanhas básicas de cerveja com mulheres gostosonas esfregando seus lindos peitões na tela e chacoalhando os cabelos pra lá e pra cá atingem um público muito maior, incluindo butequeiros, empresários, jovens, velhos, ricos, pobres, indefinidos, chucros e não chucros. Então por que fazer uma campanha onde o público é mínimo e o desrespeito é enorme?
Não conheço uma pessoa a minha volta que consagre um peão de rodeio ou que conheça esse tal Guilherme Marchi. Mas conheço um monte que idolatram o Cafu, Adriano, Ronaldo, bola no campo, torcida e têm uma afinidade muito maior com futebol do que com esse espetáculo de cruedades.
Pare e analise: Você sabe de alguma ONG de lutas para o fim do futebol? Ou ONG para o fim de mulheres boazudas na TV? Ok. Mas e ONG contra os mal-tratos com animais? Já ouviu falar de algum movimento contra rodeio?
Podem me chamar de vegetariana chata, com idéias hippies, ativista de Ong's que perturbam grandes empresas e o que mais quiserem. Mas nem a própria Ambev pode negar que tem um público forte que não é favor de rodeios e essa campanha é mais desrespeitosa com os que já são seus consumidores do que atrativa aos que poderão um dia ser.
Estamos num momento histórico de transição diante do "rombo" que nós mesmos, humanos, criamos. E agora, enquanto consumidores estamos mais seletivos e exigentes.
Muitas empresas estão investindo em novas tecnologias com uma metodologia mais consciente e menos agressora aos animais e ao meio ambiente. Um bom exemplo de como o consumidor quer saber o que está realmente consumindo é a medida tomada pelas redes de supermercado que suspenderam a compra de carnes de frigoríficos ligados ao desmatamento da Amazônia.

Ou seja, é inacreditável que uma empresa do porte da Ambev ainda esteja voltada para atingir gente de uma cultura passada, retrógrada e o pior, cruel.
Nesse momento, eu e uma boa parte de consumidores Ambev, de publicitários, veterinários, ativistas e muitos outros nos sentimos desrespeitados.
Eu, enquanto publicitária, me sinto envergonhada de ver coisas assim sendo veiculadas. Respeito o profissional Nizan Guanaes, acompanho os trabalhos da Africa, uma das suas agências, e seus sucessos, mas minha forma de encarar até onde posso satisfazer meu cliente é bem diferente. Tendo em vista que "tudo tem seu preço", tenho para mim que não quero pagar para ver.
Me desculpe a falta de modéstia, mas realmente não sou tão ignorante quanto muitos e não sou do tipo da maioria que enfia qualquer coisa pra dentro. Campanha feita para chucro não me desce muito bem. Tenho indigestão com esse tipo de produtos.





P.S.: Se você não tiver visto a campanha a que me refiro procure no youtube ou no site da Africa. No site da Africa você poderá ver o making off e tirar sua opinião sobre o "guerreiro" que não fala nem o português corretamente, amarra as bolas do touro para o coitado do animal pular que nem um louco de desespero e ainda diz que tem que suar para isso.....

CURIOSIDADE: A cantora Rita Lee é uma das pessoas sensatas já se recusou publicamente a fazer show em rodeios. Visite o Cantinho da Rita e veja a opinião da cantora sobre o assunto.

Um comentário:

  1. Anônimo26/11/11

    rodeio e file, ces tao e doido,ninguen machuca bicho nao

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