Não consigo encontrar resposta para duas questões. A primeira é uma dúvida em relação a proteína da carne bovina. Se é tão necessária assim como é dito, como os Hindus sobrevivem à ausência dessas proteínas? Sim, porque na Indía a vaca é sagrada e não se come o que é sagrado. Outra dúvida é sobre os benefícios da carne do cachorro. Penso que se comem cachorro na China é porque ele deve trazer algum benefício. Então porque você não come cachorro também?
Necessário não é. Nem o gado, nem o frango, nem o porco... É sim uma imposição. É-lhe empurrado “goela abaixo” aquele monte de carne injetada com hormônios até que seu estômago passe a aceitar e agora faça parte do seu prato.
O que você come não é aquele franquinho feliz que você vê na propaganda não. Aliás a condição degradante de vida deles é bem contrária a essa imagem que você tem na cabeça. A ponta do bico dos frangos é cortada (debicação) ao nascerem para que não ataquem um ao outro e causem prejuízo ao empresário que os tem como produto, já que vivem sob forte tensão em espaços que mal lhe cabem sob luz intensa 24 horas pisando em grades e sem nunca terem pisado em terra firme. A dor da debicação é semelhante a amputar um dedo da mão de um ser humano sem anestesia. “Tanto é assim que, após terem parte dos seus bicos cortados, os pobres animais se debatem de dor e correm apavorados de um lado para o outro, emitindo sons de agonia.”
Tudo isso pra se tornar aquele belo filezinho de frango, chamado de carne branca, no seu prato. E há quem diga que carne branca é mais saudável. Saudável? Como um cadáver que passa por torturas, dor, tristeza, nervosismo extremo desde o primeiro dia de vida até a morte pode ser saudável?
É um raciocínio simples. A dor de um ser humano não é sinônimo de saúde. A de qualquer outro ser vivo também não.
Em outro momento posso descrever o processo de abate dos bois e porcos também. É tão primitivo e violento que venho a ter dúvida se uma pessoa normal ao presenciar a cena conseguiria comer um lombo, uma picanha, ou qualquer coisa que tenha origem desses animais. Ou no mínimo saberia que não está comendo um pedaço de saúde, de vida.
Aconselho a você assistir o Documentário “A Carne é Fraca”, um trabalho do Instituto Nina Rosa, dirigido por Denise Gonçalves, com depoimentos de técnicos ambientais, médicos, pediatras, sociólogas, veterinários, jornalistas como Washington Novaes e Dagomir Marquezi e a presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira Marly Winckler.
Acredito que você terá uma visão um pouco mais clara sobre tudo que até agora só foi lido e talvez concorde com Paul Mc Cartney quando ele disse que “se os matadouros fossem de vidro todos seriam vegetarianos”.
O Documentário tem duração de 54 minutos distribuídos em 2 partes:
Parte 1 - http://www.youtube.com/watch?gl=BR&hl=pt&v=EghRqeZA-TU
Parte 2 - http://www.youtube.com/watch?gl=BR&hl=pt&v=SKz6sgnUgdg
“Animais não nos dão a vida como contam as historinhas ou como os desenhos animados e a propaganda em folhetos escolares procuram mostrar. Nós tiramos as suas vidas. Eles lutam até o fim para fugir da morte, do mesmo jeito que faríamos se estivéssemos em seu lugar.” (Nina Rosa Jacob)
Fonte: http://www.institutoninarosa.org.br/
1 de abr. de 2009
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O consumismo esta consumindo todo o nosso planeta. Isso vai além da redundância gramatical.
ResponderExcluirConcordo com o Bruno.
ResponderExcluirLembro certa vez, que um colega de trabalho goiano (sim, com certeza vc o conheceu..rsrsrs) me disse que "boi foi feito pra comer e cachorro não"... Então, eu disse a ele pra ir argumentar isso na China... rsrs...
Mas, deixando de lado o humor negro, a coisa tá tão maluca que tudo é categorizado nos dias de hoje: tem bicho pra comer; bicho pra "ter"; bicho pra ver; bicho pra virar casaco; bicho torturado pra testar perfume, cosmético e produto de limpeza... Assim como tem pessoa pra casar, pessoa pra "gandaiar", pessoa pra enganar, pessoa pra humilhar, pessoa pra bajular, pessoa pra odiar e por aí vai...
Será que não seria bem melhor (e bem mais prático) aceitarmos que convivemos com seres diferentes de nós e pronto? Que tanto pessoas como animais existem por alguma razão QUE NÃO NOS CABE JULGAR, e que são únicos da maneira que são; e que devemos respeitar e conviver da melhor maneira com todos, independente da aparência, da religião, da língua e da espécie?
Seria eu muito simplista nesse pensamento? Infantil? Boba?